segunda-feira, 1 de março de 2010

A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA



Muitas pessoas querem nos tornar como galinhas, tirando nossos olhos do alto, de onde vem a nossa benção, mas queridos, a águia esta dentro de vc, estenda tuas asas e voe para o sobrenatural que Deus tem!




A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA

“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia”.



Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.


Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.


Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:


- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.


- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.


- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.


- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.


Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:


- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!


A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.


O camponês comentou:


- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!


- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.


No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.


Sussurrou-lhe:


- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!


Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.


O camponês sorriu e voltou a carga:


- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!


- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.


No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e


dourava os picos das montanhas.


O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:


- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!


A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.


Foi quando ela abriu suas potentes asas.


Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.


Voou. E nunca mais retornou."




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